Isso começou agora?
A moradia da Unicamp foi produto de uma intensa luta nos anos de 1986 a 1988. Durante estes dois anos, estudantes de diferentes cursos, organizados através do movimento denominado “TABA”, mantiveram uma ocupação no prédio do Ciclo Básico, transformando salas de aula em suas casas diante da recusa da reitoria em garantir moradia aos estudantes de baixa renda. A “TABA” lutava por casas, onde as necessidades básicas fossem atendidas, além de um espaço em que fosse garantido o convívio entre os estudantes, elemento considerado necessário para o desenvolvimento dos estudos em nossa universidade, em resumo, permanência estudantil.
Por que estamos ocupados?
O movimento “TABA” foi parcialmente vitorioso, pois diante da reivindicação de 1500 vagas, os estudantes conseguiram apenas cerca de 900. Contudo, no acordo feito com o então reitor Paulo Renato de Souza, assinado no dia 16 de dezembro de 1987, ficou firmado que caso a reitoria não construisse um espaço adequado para a locação de 1500 estudantes - o que na época representava 10% do contingente de estudantes da Unicamp, os estudantes poderiam ocupar outro espaço do campus.
Baseando-se no fato de que após 23 anos a reitoria não cumpriu com o acordo, em assembléia de estudantes e moradores, foi deliberada e efetivada a ocupação da administração da moradia, na manhã do dia 03 de março de 2011, a fim do cumprimento atualizado deste acordo de 1987, visto que o número de estudantes da Unicamp aumentou em 100%.
As condições atuais da moradia são precárias, como a super-lotação das casas , falta de estúdios para as famílias com filhos, móveis e eletrodomésticos retirados das casas que se encontram entulhados pela moradia, possibilitando a proliferação de animais nocivos como ratos e pombos, entre outros. Além disso, os espaços de convivência são constantemente limitados pela administração autoritária de Luiz Antônio Viotto. Este, como os demais administradores da moradia, indicado pela reitoria da Universidade, têm tomado decisões sem a presença e aprovação do conselho deliberativo - o qual possui representação discente.
Hóspedes?
Hoje, com o atual número de vagas oficiais, o processo de seleção para o PME (Programa de moradia Estudantil) não contempla todo o contingente de estudantes que necessitam destas vagas para dar prosseguimento aos estudos em nossa Universidade. Conseqüência disso é o contingente de estudantes “não oficiais” que, embora não contemplados pelo processo seletivo, não têm onde morar. Esse déficit contribui para a superlotação da moradia, fruto da falta de uma política de permanência estudantil capaz de atender todos os estudantes que necessitam. Defendemos também a autonomia das casas em receber os moradores não contemplados, mas que dela precisam. Dessa forma, somos contra a classificação destes moradores como “hóspedes”, pois, para nós, eles são moradores efetivos.
O que tentamos até agora e o que já conseguimos?
Há anos, foram inúmeras as tentativas de diálogo com a administração da moradia e a Reitoria da Unicamp para que este problema histórico fosse solucionado: reuniões, reivindicações por carta, debates, assembléias, propostas de projetos para a utilização dos espaços, etc.
Em 2007, com a queda do “Bloco B”, os estudantes, novamente, desencadearam uma série de atividades que culminaram na ocupação da Reitoria, conquistando a reforma e a promessa, ainda não cumprida, da ampliação de vagas.
Polícia na moradia?
Desde a ditadura, a polícia não entrava nos espaços das Universidades. Contudo, depois de 2009, ano em que a polícia reprimiu uma manifestação na USP, intensificou-se o processo de criminalização e perseguição ao movimento estudantil e dos trabalhadores. Isso é reflexo de uma política da reitoria de impedir a organização política dos estudantes, ao mesmo tempo que, esvazia os espaços de vivencia, como a perseguição daqueles que fazem festas ou atividades culturais no campus. Como ocorreu na manha do dia 03/03/11, quando a força tática e a tropa de choque estavam preparados para usar de força para reprimir a manifestação.
Repudiamos a política da reitoria de repressão e perseguição ao movimento estudantil, tirando fotos dos estudantes, intimidando-os e tentando impedir a organização de nosso movimento.
Reivindicamos
- Aumento de Vagas na Moradia da Unicamp.
- Não à polícia dentro do Campus e da Moradia Estudantil.
- Fora o autoritarismo e fora Viotto!
Saiba Mais:
http://ocupacaomoradiaunicamp.blogspot.com
http://namoras.org
E-mail: ocupação.moradia@hotmail.com
Rádio Moras: 100,9 FM
Facebook: Ocupação Moradia Unicamp
TWITTER: @amoramoras
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sexta-feira, 11 de março de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Cresce em todo país movimento contra o aumento das passagens de ônibus
Os reajustes das passagens dos ônibus municipais em cerca de 17 cidades brasileiras têm gerado protestos em todo o país. Estudantes e militantes de organizações contra o aumento das tarifas têm convocado manifestações e articulado um movimento para barrar os reajustes.
Na quinta-feira (27) houve protestos em Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Nesta sexta-feira (28) são convocadas manifestações em Recife (PE), Salvador (BA) e Vitória (ES).
Para Daniel Guimarães Tertschitsch, militante do Movimento Passe Livre (MPL) e integrante do Tarifa Zero, “essas mobilizações, que nascem inicialmente contra aumentos nas tarifas de ônibus, abrem perspectivas para além desses valores percentuais dos aumentos”.
Tertschitsch afirma que elas servem de ponto de partida para o aprofundamento da nossa compreensão sobre a verdadeira exclusão social que resulta do sistema de transporte coletivo que temos hoje.
Impactos
Dados da Pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), divulgada no dia 24 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que aproximadamente 30% dos brasileiros têm deixado de utlilizar o transporte público para se locomover por causa do alto custo.
Na região Norte a desistência da viagem por falta de dinheiro chegou a 48,12% dos entrevistados. No Sudeste, o índice de usuários é de 28,57%. Na região Nordeste o motivo é apontado por 29,64%, no Centro-Oeste por 23,62% e entre os sulistas, 18,95%.
Além disso, a pesquisa revela que o gasto com transporte, seja público ou particular, alcançou o mesmo percentual que o da alimentação. E ultrapassou as despesas com assistência médica e vestuário.
Tertschitsch alega que o crescimento das manifestações contra o aumento das passagens demonstra que não trata-se apenas de uma luta dos estudantes, mas que é um “problema de classe, dos trabalhadores e trabalhadoras, excluídos e excluídas e de todo o Brasil”.
“Os atos estão acontecendo em cidades distantes umas das outras, por exemplo Porto Alegre e Aracaju, passando por várias organizações diferentes, apartidárias e partidárias ou movimentos sociais que já carregam esta luta há mais tempo, como o Movimento Passe Livre”, ressalta o militante.
São Paulo
Em São Paulo, a manifestação desta quinta-feira foi a maior já realizada na cidade. De acordo com Lucas Monteiro, militante do Movimento Passe Livre de São Paulo (MPL-SP), que organizou a ação, cerca de 4 mil e quinhentas pessoas participaram da manifestação que começou no Teatro Municipal, percorreu as avenidas Ipiranga e São João e culminou na Câmara dos Vereadores.
Os militantes do MPL foram recebidos pelo presidente da Câmara dos Vereadores, José Police Neto (PSDB). “A gente entregou uma carta exigindo que a Câmara convoque o secretário de transportes, Marcelo Cardinale Branco, para prestar contas sobre o aumento da passagens e o aumento dos subsídios”, relata o militante do MPL.
Neto prometeu aos manifestantes realizar uma audiência pública na próxima quarta-feira (2), quando levará a discussão ao plenário da Câmara e definirá se o secretário de transportes será convocado para prestar esclarecimentos.
“Não há muito o que explicar, mas ele [Branco] precisa vir a público para falar sobre o aumento e ouvir as reivindicações do movimento”, defende Monteiro e afirma que a maior reinvindicação é que o reajuste seja revertido.
Para o militante do MPL, somente o fortalecimento das manifestações e a mobilização popular será capaz de barrar o reajuste. Ele pondera que o movimento contra o aumento têm crescido e deverá ganhar mais força com o retorno das aulas. Segundo Monteiro, o MPL já está criando articulações para somar ao movimento os estudantes das escolas particulares, que iniciam o ano letivo na próxima segunda-feira (31), e os estudantes da rede pública, que retornam às aulas no dia 7 de fevereiro.
Este foi o terceiro protesto promovida pelo MPL na capital pauilista desde o reajuste das tarifas, vigente a partir do dia 5 de janeiro, que fez com que o valor passasse de R$ 2,70 para R$ 3,00. Na primeira ação, no dia 13, os manifestantes foram duramente reprimidos pela PM, o que resultou em um saldo de 30 detidos e 10 feridos. Nas outras duas, dos dias 20 e 27, não houve confrontos e as manifestações seguiram pacificamente.
Manifestações
Na próxima semana, o MPL realizará uma manifestação em frente à Câmara dos Vereadores ao mesmo tempo em que será realizada a audiência pública, na quarta-feira às 15hs, a fim de pressionar o legislativo a favor da convocação do secretário de transportes. Além disso, convoca um protesto no vão livre do Masp, na avenida Paulista, na quinta-feira (3) às 17hs.
Estudantes têm promovido protestos em Salvador desde o aumento das passagens, de R$ 2,30 para R$ 2,50, que passou a valer no dia 2 de janeiro. Na chamada Revolta do Buzu 2011, eles pedem, entre outras coisas, a revogação do aumento da tarifa, o congelamento do valor anterior por dois anos e a melhoria do sistema de transporte coletivo da capital baiana. Na tarde desta sexta-feira (28) acontece mais uma ação da Revolta do Buzu 2011 em frente ao Plano Inclinado da Liberdade.
Haverá manifestação também em Vitória, às 17h em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, na avenida Américo Buaiz, 205. Em Recife, a manifestação foi iniciada às 13h desta sexta-feira, em frente ao atual Ginásio Pernambucano, na Rua do Hospício, Boa Vista.
Na Internet é realizado o tuitaço, marcando o Dia Nacional de Luta contra o Aumento das Passagens. Através da hashtag #contraoaumento, as pessoas manifestam sua insatisfação com os reajustes e unem-se em uma mobilização nacional.
Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN, dia 31/01/2011.
Na quinta-feira (27) houve protestos em Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Nesta sexta-feira (28) são convocadas manifestações em Recife (PE), Salvador (BA) e Vitória (ES).
Para Daniel Guimarães Tertschitsch, militante do Movimento Passe Livre (MPL) e integrante do Tarifa Zero, “essas mobilizações, que nascem inicialmente contra aumentos nas tarifas de ônibus, abrem perspectivas para além desses valores percentuais dos aumentos”.
Tertschitsch afirma que elas servem de ponto de partida para o aprofundamento da nossa compreensão sobre a verdadeira exclusão social que resulta do sistema de transporte coletivo que temos hoje.
Impactos
Dados da Pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), divulgada no dia 24 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que aproximadamente 30% dos brasileiros têm deixado de utlilizar o transporte público para se locomover por causa do alto custo.
Na região Norte a desistência da viagem por falta de dinheiro chegou a 48,12% dos entrevistados. No Sudeste, o índice de usuários é de 28,57%. Na região Nordeste o motivo é apontado por 29,64%, no Centro-Oeste por 23,62% e entre os sulistas, 18,95%.
Além disso, a pesquisa revela que o gasto com transporte, seja público ou particular, alcançou o mesmo percentual que o da alimentação. E ultrapassou as despesas com assistência médica e vestuário.
Tertschitsch alega que o crescimento das manifestações contra o aumento das passagens demonstra que não trata-se apenas de uma luta dos estudantes, mas que é um “problema de classe, dos trabalhadores e trabalhadoras, excluídos e excluídas e de todo o Brasil”.
“Os atos estão acontecendo em cidades distantes umas das outras, por exemplo Porto Alegre e Aracaju, passando por várias organizações diferentes, apartidárias e partidárias ou movimentos sociais que já carregam esta luta há mais tempo, como o Movimento Passe Livre”, ressalta o militante.
São Paulo
Em São Paulo, a manifestação desta quinta-feira foi a maior já realizada na cidade. De acordo com Lucas Monteiro, militante do Movimento Passe Livre de São Paulo (MPL-SP), que organizou a ação, cerca de 4 mil e quinhentas pessoas participaram da manifestação que começou no Teatro Municipal, percorreu as avenidas Ipiranga e São João e culminou na Câmara dos Vereadores.
Os militantes do MPL foram recebidos pelo presidente da Câmara dos Vereadores, José Police Neto (PSDB). “A gente entregou uma carta exigindo que a Câmara convoque o secretário de transportes, Marcelo Cardinale Branco, para prestar contas sobre o aumento da passagens e o aumento dos subsídios”, relata o militante do MPL.
Neto prometeu aos manifestantes realizar uma audiência pública na próxima quarta-feira (2), quando levará a discussão ao plenário da Câmara e definirá se o secretário de transportes será convocado para prestar esclarecimentos.
“Não há muito o que explicar, mas ele [Branco] precisa vir a público para falar sobre o aumento e ouvir as reivindicações do movimento”, defende Monteiro e afirma que a maior reinvindicação é que o reajuste seja revertido.
Para o militante do MPL, somente o fortalecimento das manifestações e a mobilização popular será capaz de barrar o reajuste. Ele pondera que o movimento contra o aumento têm crescido e deverá ganhar mais força com o retorno das aulas. Segundo Monteiro, o MPL já está criando articulações para somar ao movimento os estudantes das escolas particulares, que iniciam o ano letivo na próxima segunda-feira (31), e os estudantes da rede pública, que retornam às aulas no dia 7 de fevereiro.
Este foi o terceiro protesto promovida pelo MPL na capital pauilista desde o reajuste das tarifas, vigente a partir do dia 5 de janeiro, que fez com que o valor passasse de R$ 2,70 para R$ 3,00. Na primeira ação, no dia 13, os manifestantes foram duramente reprimidos pela PM, o que resultou em um saldo de 30 detidos e 10 feridos. Nas outras duas, dos dias 20 e 27, não houve confrontos e as manifestações seguiram pacificamente.
Manifestações
Na próxima semana, o MPL realizará uma manifestação em frente à Câmara dos Vereadores ao mesmo tempo em que será realizada a audiência pública, na quarta-feira às 15hs, a fim de pressionar o legislativo a favor da convocação do secretário de transportes. Além disso, convoca um protesto no vão livre do Masp, na avenida Paulista, na quinta-feira (3) às 17hs.
Estudantes têm promovido protestos em Salvador desde o aumento das passagens, de R$ 2,30 para R$ 2,50, que passou a valer no dia 2 de janeiro. Na chamada Revolta do Buzu 2011, eles pedem, entre outras coisas, a revogação do aumento da tarifa, o congelamento do valor anterior por dois anos e a melhoria do sistema de transporte coletivo da capital baiana. Na tarde desta sexta-feira (28) acontece mais uma ação da Revolta do Buzu 2011 em frente ao Plano Inclinado da Liberdade.
Haverá manifestação também em Vitória, às 17h em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, na avenida Américo Buaiz, 205. Em Recife, a manifestação foi iniciada às 13h desta sexta-feira, em frente ao atual Ginásio Pernambucano, na Rua do Hospício, Boa Vista.
Na Internet é realizado o tuitaço, marcando o Dia Nacional de Luta contra o Aumento das Passagens. Através da hashtag #contraoaumento, as pessoas manifestam sua insatisfação com os reajustes e unem-se em uma mobilização nacional.
Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN, dia 31/01/2011.
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