
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Atenção ao calendário de atividades!
Fique atento ao nosso calendário de atividades!
Dia 25 tem panfletagem de manhã na Moraes Sales e de tarde no Terminal Central.
No dia 26 tem produção de faixas, cartazes, camisetas, entre outros materiais para a passeata do dia 03/03.
Dia 25 tem panfletagem de manhã na Moraes Sales e de tarde no Terminal Central.
No dia 26 tem produção de faixas, cartazes, camisetas, entre outros materiais para a passeata do dia 03/03.
A sua participação fortalece nossa luta!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
LUTA DOS ESTUDANTES E TRABALHADORES CONSEGUE BARRAR O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS EM BELÉM!
A situação do transporte público em Belém é um dos piores do país, todos os dias trabalhadores e estudantes utilizam ônibus superlotados e sucateados. No inicio do ano o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setrans-Bel) já anunciava um possível reajuste no preço da tarifa de ônibus de R$1,85 para R$2,15. Várias outras capitais do País também sofreram reajustes nas Tarifas de ônibus, enquanto a qualidade do transporte público só abaixa, o preço das passagens só aumenta.
Diante disso os estudantes e trabalhadores foram às ruas com a ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre), vários movimentos sociais e entidades do movimento estudantil (Romper o dia, Vamos a Luta, DCE-UFRA, DCE-UFPA, DCE-UEPA, DCE-UNAMA, EXNETO, CATO, CAZOO, CAENF, CAPE-UEPA, CAFISIO-UEPA entre outros) e junto com a CSP-CONLUTAS, SINDAMBIENTAL, AEBA, SINDTIFES, SIND construção civil, SINSEP, MTL e MTST; mostrando a importância e força da unidade da esquerda para lutar pelo passe livre para estudantes e desempregos e dizer um “Não!“ a esse aumento abusivo que beneficia só os empresários, pois enquanto o salário mínimo aumenta apenas 6%, a proposta de reajuste da tarifa seria de 16%.
Organizamos vários atos em Belém: aos domingos na Praça da República, passamos abaixo-assinados e fizemos uma passeata que reuniu aproximadamente 300 ativistas, até o prédio da Prefeitura Municipal de Belém no dia 03/02, já na prefeitura pressionados pela nossa mobilização, que exigia prestação de contas e verificação nas planilhas das empresas, conseguimos marcar uma audiência pública com o Prefeito que será no dia 23/02, às 9h, no Cine Olympia. Após isso tiramos calendários de atividades e estamos em mobilização permanente.
Tivemos uma grande vitória, pois nossa luta conseguiu barrar o aumento da tarifa de ônibus por tempo indeterminado, foi divulgado hoje em um dos jornais de principal circulação local que a Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), recusou ontem (17/02) a proposta de reajuste imediato da tarifa de ônibus.
Ainda foi estabelecido que pelo menos um domingo do mês, os ônibus circulassem de forma “gratuita”, o que começa a valer a partir do próximo dia 27/02. Essa determinação foi baseada na Lei Municipal nº 8779. (http://ee.diariodopara.com.br/).
Esta nova lei que beneficia a população de Belém com ônibus gratuitos um domingo por mês também é fruto de muita luta do movimento estudantil. Pois ano passado o prefeito Duciomar (PSDB) concedeu perdão de mais de R$ 80 milhões em dívidas fiscais para os empresários, além de reduzir a alíquota do Imposto sobre Serviços (ISS) para as empresas de ônibus urbanos, de 5% para 2%.
A direção do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Belém (Setrans-Bel) garante que a gratuidade terá custo aos usuários e que este percentual deve ser acrescido à planilha durante o período de negociação para reajuste da tarifa dos coletivos.
Não aceitaremos que a “gratuidade” tenha um custo para a juventude e trabalhadores de Belém, exigimos GRATUIDADE PLENA, TRANSPORTE PÚBLICO BARATO, DE QUALIDADE E PASSE LIVRE PARA ESTUDANTES E DESEMPREGADOS.
Diante disso os estudantes e trabalhadores foram às ruas com a ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre), vários movimentos sociais e entidades do movimento estudantil (Romper o dia, Vamos a Luta, DCE-UFRA, DCE-UFPA, DCE-UEPA, DCE-UNAMA, EXNETO, CATO, CAZOO, CAENF, CAPE-UEPA, CAFISIO-UEPA entre outros) e junto com a CSP-CONLUTAS, SINDAMBIENTAL, AEBA, SINDTIFES, SIND construção civil, SINSEP, MTL e MTST; mostrando a importância e força da unidade da esquerda para lutar pelo passe livre para estudantes e desempregos e dizer um “Não!“ a esse aumento abusivo que beneficia só os empresários, pois enquanto o salário mínimo aumenta apenas 6%, a proposta de reajuste da tarifa seria de 16%.
Organizamos vários atos em Belém: aos domingos na Praça da República, passamos abaixo-assinados e fizemos uma passeata que reuniu aproximadamente 300 ativistas, até o prédio da Prefeitura Municipal de Belém no dia 03/02, já na prefeitura pressionados pela nossa mobilização, que exigia prestação de contas e verificação nas planilhas das empresas, conseguimos marcar uma audiência pública com o Prefeito que será no dia 23/02, às 9h, no Cine Olympia. Após isso tiramos calendários de atividades e estamos em mobilização permanente.
Tivemos uma grande vitória, pois nossa luta conseguiu barrar o aumento da tarifa de ônibus por tempo indeterminado, foi divulgado hoje em um dos jornais de principal circulação local que a Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), recusou ontem (17/02) a proposta de reajuste imediato da tarifa de ônibus.
Ainda foi estabelecido que pelo menos um domingo do mês, os ônibus circulassem de forma “gratuita”, o que começa a valer a partir do próximo dia 27/02. Essa determinação foi baseada na Lei Municipal nº 8779. (http://ee.diariodopara.com.br/).
Esta nova lei que beneficia a população de Belém com ônibus gratuitos um domingo por mês também é fruto de muita luta do movimento estudantil. Pois ano passado o prefeito Duciomar (PSDB) concedeu perdão de mais de R$ 80 milhões em dívidas fiscais para os empresários, além de reduzir a alíquota do Imposto sobre Serviços (ISS) para as empresas de ônibus urbanos, de 5% para 2%.
A direção do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Belém (Setrans-Bel) garante que a gratuidade terá custo aos usuários e que este percentual deve ser acrescido à planilha durante o período de negociação para reajuste da tarifa dos coletivos.
Não aceitaremos que a “gratuidade” tenha um custo para a juventude e trabalhadores de Belém, exigimos GRATUIDADE PLENA, TRANSPORTE PÚBLICO BARATO, DE QUALIDADE E PASSE LIVRE PARA ESTUDANTES E DESEMPREGADOS.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Protesto com acorrentados acaba em confronto com a polícia em SP
Ao menos seis estudantes se acorrentaram dentro do prédio da Prefeitura de São Paulo nesta quinta-feira, em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus.
A tropa de choque da Polícia Militar foi acionada e houve confronto com estudantes que apoiavam o protesto no lado externo.
De acordo com relatos de estudantes, eles se prenderam às catracas que dão acesso aos elevadores do prédio, no centro de São Paulo, por volta das 13h. Cerca de outros dez estudantes acompanham a manifestação no saguão do edifício, que teve as entradas bloqueadas. No lado externo, foram montados bloqueios pela Guarda Civil Metropolitana e pela Polícia Militar.
Os confrontos começaram após estudantes lançarem rojões e sacos de lixo em direção aos policiais, que revidaram com spray de pimenta e balas de borracha. Uma catraca de ônibus foi queimada em frente ao bloqueio.
De acordo com estimativa da Polícia Militar, cerca de 400 manifestantes estão em frente ao prédio da prefeitura. Não há informações sobre feridos.
REUNIÃO
O protesto ocorreu após uma reunião na secretaria de Transportes. A reunião estava marcada para ocorrer de manhã, na zona norte da cidade, mas, segundo os estudantes, o secretário adjunto, Pedro Luiz de Brito Machado, não compareceu.
Eles seguiram, então, até secretaria, onde foram recebidos. Segundo Bruno Machion, 23, membro da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre, os estudantes disseram que estavam lá para saber se a prefeitura iria abrir uma negociação para a redução da tarifa, mas receberam como resposta que isso não ocorreria.
Após a reunião, ainda de acordo com Machion, os estudantes foram até o prédio da prefeitura e se acorrentaram. Os vereadores Juliana Cardoso (PT) e Antônio Donato (PT) foram até o local, e disseram estar lá "para garantir que nada ocorra com os estudantes".
Segundo uma estudante que esteve dentro do prédio, os estudantes estão cercados por guardas civis e policiais militares. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que, por enquanto, não há nenhum tipo de negociação para a liberação dos manifestantes --há garotos e garotas.
Segundo seus colegas, eles não se soltaram nem para ir ao banheiro, e usam um balde para fazer as necessidades.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/877297-protesto-com-acorrentados-acaba-em-confronto-com-a-policia-em-sp.shtml, dia 17/02/2011
A tropa de choque da Polícia Militar foi acionada e houve confronto com estudantes que apoiavam o protesto no lado externo.
De acordo com relatos de estudantes, eles se prenderam às catracas que dão acesso aos elevadores do prédio, no centro de São Paulo, por volta das 13h. Cerca de outros dez estudantes acompanham a manifestação no saguão do edifício, que teve as entradas bloqueadas. No lado externo, foram montados bloqueios pela Guarda Civil Metropolitana e pela Polícia Militar.
Os confrontos começaram após estudantes lançarem rojões e sacos de lixo em direção aos policiais, que revidaram com spray de pimenta e balas de borracha. Uma catraca de ônibus foi queimada em frente ao bloqueio.
De acordo com estimativa da Polícia Militar, cerca de 400 manifestantes estão em frente ao prédio da prefeitura. Não há informações sobre feridos.
REUNIÃO
O protesto ocorreu após uma reunião na secretaria de Transportes. A reunião estava marcada para ocorrer de manhã, na zona norte da cidade, mas, segundo os estudantes, o secretário adjunto, Pedro Luiz de Brito Machado, não compareceu.
Eles seguiram, então, até secretaria, onde foram recebidos. Segundo Bruno Machion, 23, membro da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre, os estudantes disseram que estavam lá para saber se a prefeitura iria abrir uma negociação para a redução da tarifa, mas receberam como resposta que isso não ocorreria.
Após a reunião, ainda de acordo com Machion, os estudantes foram até o prédio da prefeitura e se acorrentaram. Os vereadores Juliana Cardoso (PT) e Antônio Donato (PT) foram até o local, e disseram estar lá "para garantir que nada ocorra com os estudantes".
Segundo uma estudante que esteve dentro do prédio, os estudantes estão cercados por guardas civis e policiais militares. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que, por enquanto, não há nenhum tipo de negociação para a liberação dos manifestantes --há garotos e garotas.
Segundo seus colegas, eles não se soltaram nem para ir ao banheiro, e usam um balde para fazer as necessidades.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/877297-protesto-com-acorrentados-acaba-em-confronto-com-a-policia-em-sp.shtml, dia 17/02/2011
Artigo do MPL publicado na Folha de SP
Esta matério foi públicada na Folha de São Paulo, dia 16/02, por integrantes do MPL São Paulo.
O material não está disponível online para não assinantes.
Um aumento inevitável?
LUCAS MONTEIRO DE OLIVEIRA e NINA CAPPELLO MARCONDES
Os aumentos nas tarifas de ônibus ocorrem devido ao atual modelo de transporte, que prioriza as empresas em detrimento da população
São Paulo vive hoje mais um episódio da crise de mobilidade há anos instalada na cidade.
LUCAS MONTEIRO DE OLIVEIRA e NINA CAPPELLO MARCONDES
Os aumentos nas tarifas de ônibus ocorrem devido ao atual modelo de transporte, que prioriza as empresas em detrimento da população
São Paulo vive hoje mais um episódio da crise de mobilidade há anos instalada na cidade.
As grandes manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus -que foi de R$ 2,70 para R$ 3 -têm demonstrado a insatisfação dos usuários com a precarização desse serviço público, que se torna mais caro ano a ano, impedindo uma ampla parcela da população de circular pela cidade.
Ao mesmo tempo em que a tarifa e o subsídio pago às empresas aumentam, têm-se ônibus cada vez mais lotados, linhas cortadas, maior tempo de espera nos pontos e dificuldade crescente no deslocamento. Foi publicado recentemente, nesta Folha, o plano de investimentos do prefeito Kassab para a construção de vias expressas, visando melhorar o trânsito.
Vemos que a opção da Prefeitura de São Paulo segue a mesma desde Prestes Maia: o gasto de dinheiro público no transporte privado.
Desde 2006, a tarifa aumentou 50%, enquanto a inflação do período foi de 30%. Atualmente, até a parcela de uma motocicleta pode ser mais barata que o gasto mensal com a passagem de ônibus.
Os sucessivos aumentos ocorrem devido ao atual modelo de transporte, que prioriza os lucros das empresas em detrimento das necessidades da população.
É necessário alterar a política de mobilidade urbana, que deve priorizar o transporte coletivo, revertendo o quadro de exclusão dos mais pobres, de congestionamentos quilométricos e de níveis de poluição cada vez maiores. Faz-se urgente a prefeitura assumir a importância desse serviço e torná-lo verdadeiramente público, alterando seu modelo de financiamento.
A partir dessa demanda, surgiu em 2005 o Movimento Passe Livre (MPL), na esteira de um amplo processo de mobilizações em torno do transporte pelo país, que teve seu ápice nas grandes revoltas populares que reverteram o aumento das tarifas em Vitória e Florianópolis.
As manifestações em São Paulo começaram em outubro de 2010, mas foi após a efetivação do aumento que cresceram. No primeiro ato deste ano, dia 13 de janeiro, a PM tentou acabar, pela via da força, com um ato pacífico.
Mas os manifestantes não se intimidaram e reuniram mais de 3.000 pessoas na avenida Paulista na semana seguinte, e um número ainda maior no dia 27 de janeiro, quando seguiram até a Câmara Municipal.
A pressão sobre os vereadores resultou na convocação de uma audiência pública com o secretário de Transportes, Marcelo Branco.
Dia 12, sábado passado, os manifestantes lotaram a audiência para questionar o secretário Branco sobre o aumento de tarifa. Foi assumido o compromisso de abrir um espaço de negociação entre o movimento e o Poder Executivo.
Sabemos que a negociação, por si só, não revogará o aumento. Por isso, a nossa mobilização continuará crescendo e dia 17 iremos à prefeitura para pressionar Kassab. Faz-se urgente um novo modelo de transporte, que o considere como um direito. Afinal, se devem ser desembolsados R$ 6 para o acesso a educação, saúde e cultura, esses direitos também ficam restringidos.
LUCAS MONTEIRO DE OLIVEIRA, 26, professor de história, e NINA CAPPELLO MARCONDES, 21, estudante de direito na USP, são militantes do Movimento Passe Livre.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Amanhã é o Dia Nacional de Luta contra o Aumento da Passagem
Amanhã é o Dia Nacional de Luta contra o Aumento da Passagem! Neste dia haverão atos e intervenções por todo o país contra o aumento das passagens de ônibus e pelo passe livre, impulsionados por comitês, entidades estudantis e sindicatos. Nós de Campinas também participaremos das manifestações, realizando uma panfletagem no Terminal Central, divulgando nossas pautas e chamando toda a população para unir forças a favor de um transporte de qualidade e a serviço de quem o utiliza.
Após a atividade, chamamos todos a participar do twitaço #contraoaumento
Após a atividade, chamamos todos a participar do twitaço #contraoaumento
PANFLETAGEM!
Onde? Terminal Central.
Que horas? 17h.
Que dia? 17 fev (QUINTA).
O que levar? Faixas, cartazes, palavras de ordem e muita energia contra o aumento.
Cresce em todo país movimento contra o aumento das passagens de ônibus
Os reajustes das passagens dos ônibus municipais em cerca de 17 cidades brasileiras têm gerado protestos em todo o país. Estudantes e militantes de organizações contra o aumento das tarifas têm convocado manifestações e articulado um movimento para barrar os reajustes.
Na quinta-feira (27) houve protestos em Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Nesta sexta-feira (28) são convocadas manifestações em Recife (PE), Salvador (BA) e Vitória (ES).
Para Daniel Guimarães Tertschitsch, militante do Movimento Passe Livre (MPL) e integrante do Tarifa Zero, “essas mobilizações, que nascem inicialmente contra aumentos nas tarifas de ônibus, abrem perspectivas para além desses valores percentuais dos aumentos”.
Tertschitsch afirma que elas servem de ponto de partida para o aprofundamento da nossa compreensão sobre a verdadeira exclusão social que resulta do sistema de transporte coletivo que temos hoje.
Impactos
Dados da Pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), divulgada no dia 24 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que aproximadamente 30% dos brasileiros têm deixado de utlilizar o transporte público para se locomover por causa do alto custo.
Na região Norte a desistência da viagem por falta de dinheiro chegou a 48,12% dos entrevistados. No Sudeste, o índice de usuários é de 28,57%. Na região Nordeste o motivo é apontado por 29,64%, no Centro-Oeste por 23,62% e entre os sulistas, 18,95%.
Além disso, a pesquisa revela que o gasto com transporte, seja público ou particular, alcançou o mesmo percentual que o da alimentação. E ultrapassou as despesas com assistência médica e vestuário.
Tertschitsch alega que o crescimento das manifestações contra o aumento das passagens demonstra que não trata-se apenas de uma luta dos estudantes, mas que é um “problema de classe, dos trabalhadores e trabalhadoras, excluídos e excluídas e de todo o Brasil”.
“Os atos estão acontecendo em cidades distantes umas das outras, por exemplo Porto Alegre e Aracaju, passando por várias organizações diferentes, apartidárias e partidárias ou movimentos sociais que já carregam esta luta há mais tempo, como o Movimento Passe Livre”, ressalta o militante.
São Paulo
Em São Paulo, a manifestação desta quinta-feira foi a maior já realizada na cidade. De acordo com Lucas Monteiro, militante do Movimento Passe Livre de São Paulo (MPL-SP), que organizou a ação, cerca de 4 mil e quinhentas pessoas participaram da manifestação que começou no Teatro Municipal, percorreu as avenidas Ipiranga e São João e culminou na Câmara dos Vereadores.
Os militantes do MPL foram recebidos pelo presidente da Câmara dos Vereadores, José Police Neto (PSDB). “A gente entregou uma carta exigindo que a Câmara convoque o secretário de transportes, Marcelo Cardinale Branco, para prestar contas sobre o aumento da passagens e o aumento dos subsídios”, relata o militante do MPL.
Neto prometeu aos manifestantes realizar uma audiência pública na próxima quarta-feira (2), quando levará a discussão ao plenário da Câmara e definirá se o secretário de transportes será convocado para prestar esclarecimentos.
“Não há muito o que explicar, mas ele [Branco] precisa vir a público para falar sobre o aumento e ouvir as reivindicações do movimento”, defende Monteiro e afirma que a maior reinvindicação é que o reajuste seja revertido.
Para o militante do MPL, somente o fortalecimento das manifestações e a mobilização popular será capaz de barrar o reajuste. Ele pondera que o movimento contra o aumento têm crescido e deverá ganhar mais força com o retorno das aulas. Segundo Monteiro, o MPL já está criando articulações para somar ao movimento os estudantes das escolas particulares, que iniciam o ano letivo na próxima segunda-feira (31), e os estudantes da rede pública, que retornam às aulas no dia 7 de fevereiro.
Este foi o terceiro protesto promovida pelo MPL na capital pauilista desde o reajuste das tarifas, vigente a partir do dia 5 de janeiro, que fez com que o valor passasse de R$ 2,70 para R$ 3,00. Na primeira ação, no dia 13, os manifestantes foram duramente reprimidos pela PM, o que resultou em um saldo de 30 detidos e 10 feridos. Nas outras duas, dos dias 20 e 27, não houve confrontos e as manifestações seguiram pacificamente.
Manifestações
Na próxima semana, o MPL realizará uma manifestação em frente à Câmara dos Vereadores ao mesmo tempo em que será realizada a audiência pública, na quarta-feira às 15hs, a fim de pressionar o legislativo a favor da convocação do secretário de transportes. Além disso, convoca um protesto no vão livre do Masp, na avenida Paulista, na quinta-feira (3) às 17hs.
Estudantes têm promovido protestos em Salvador desde o aumento das passagens, de R$ 2,30 para R$ 2,50, que passou a valer no dia 2 de janeiro. Na chamada Revolta do Buzu 2011, eles pedem, entre outras coisas, a revogação do aumento da tarifa, o congelamento do valor anterior por dois anos e a melhoria do sistema de transporte coletivo da capital baiana. Na tarde desta sexta-feira (28) acontece mais uma ação da Revolta do Buzu 2011 em frente ao Plano Inclinado da Liberdade.
Haverá manifestação também em Vitória, às 17h em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, na avenida Américo Buaiz, 205. Em Recife, a manifestação foi iniciada às 13h desta sexta-feira, em frente ao atual Ginásio Pernambucano, na Rua do Hospício, Boa Vista.
Na Internet é realizado o tuitaço, marcando o Dia Nacional de Luta contra o Aumento das Passagens. Através da hashtag #contraoaumento, as pessoas manifestam sua insatisfação com os reajustes e unem-se em uma mobilização nacional.
Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN, dia 31/01/2011.
Na quinta-feira (27) houve protestos em Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Nesta sexta-feira (28) são convocadas manifestações em Recife (PE), Salvador (BA) e Vitória (ES).
Para Daniel Guimarães Tertschitsch, militante do Movimento Passe Livre (MPL) e integrante do Tarifa Zero, “essas mobilizações, que nascem inicialmente contra aumentos nas tarifas de ônibus, abrem perspectivas para além desses valores percentuais dos aumentos”.
Tertschitsch afirma que elas servem de ponto de partida para o aprofundamento da nossa compreensão sobre a verdadeira exclusão social que resulta do sistema de transporte coletivo que temos hoje.
Impactos
Dados da Pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), divulgada no dia 24 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que aproximadamente 30% dos brasileiros têm deixado de utlilizar o transporte público para se locomover por causa do alto custo.
Na região Norte a desistência da viagem por falta de dinheiro chegou a 48,12% dos entrevistados. No Sudeste, o índice de usuários é de 28,57%. Na região Nordeste o motivo é apontado por 29,64%, no Centro-Oeste por 23,62% e entre os sulistas, 18,95%.
Além disso, a pesquisa revela que o gasto com transporte, seja público ou particular, alcançou o mesmo percentual que o da alimentação. E ultrapassou as despesas com assistência médica e vestuário.
Tertschitsch alega que o crescimento das manifestações contra o aumento das passagens demonstra que não trata-se apenas de uma luta dos estudantes, mas que é um “problema de classe, dos trabalhadores e trabalhadoras, excluídos e excluídas e de todo o Brasil”.
“Os atos estão acontecendo em cidades distantes umas das outras, por exemplo Porto Alegre e Aracaju, passando por várias organizações diferentes, apartidárias e partidárias ou movimentos sociais que já carregam esta luta há mais tempo, como o Movimento Passe Livre”, ressalta o militante.
São Paulo
Em São Paulo, a manifestação desta quinta-feira foi a maior já realizada na cidade. De acordo com Lucas Monteiro, militante do Movimento Passe Livre de São Paulo (MPL-SP), que organizou a ação, cerca de 4 mil e quinhentas pessoas participaram da manifestação que começou no Teatro Municipal, percorreu as avenidas Ipiranga e São João e culminou na Câmara dos Vereadores.
Os militantes do MPL foram recebidos pelo presidente da Câmara dos Vereadores, José Police Neto (PSDB). “A gente entregou uma carta exigindo que a Câmara convoque o secretário de transportes, Marcelo Cardinale Branco, para prestar contas sobre o aumento da passagens e o aumento dos subsídios”, relata o militante do MPL.
Neto prometeu aos manifestantes realizar uma audiência pública na próxima quarta-feira (2), quando levará a discussão ao plenário da Câmara e definirá se o secretário de transportes será convocado para prestar esclarecimentos.
“Não há muito o que explicar, mas ele [Branco] precisa vir a público para falar sobre o aumento e ouvir as reivindicações do movimento”, defende Monteiro e afirma que a maior reinvindicação é que o reajuste seja revertido.
Para o militante do MPL, somente o fortalecimento das manifestações e a mobilização popular será capaz de barrar o reajuste. Ele pondera que o movimento contra o aumento têm crescido e deverá ganhar mais força com o retorno das aulas. Segundo Monteiro, o MPL já está criando articulações para somar ao movimento os estudantes das escolas particulares, que iniciam o ano letivo na próxima segunda-feira (31), e os estudantes da rede pública, que retornam às aulas no dia 7 de fevereiro.
Este foi o terceiro protesto promovida pelo MPL na capital pauilista desde o reajuste das tarifas, vigente a partir do dia 5 de janeiro, que fez com que o valor passasse de R$ 2,70 para R$ 3,00. Na primeira ação, no dia 13, os manifestantes foram duramente reprimidos pela PM, o que resultou em um saldo de 30 detidos e 10 feridos. Nas outras duas, dos dias 20 e 27, não houve confrontos e as manifestações seguiram pacificamente.
Manifestações
Na próxima semana, o MPL realizará uma manifestação em frente à Câmara dos Vereadores ao mesmo tempo em que será realizada a audiência pública, na quarta-feira às 15hs, a fim de pressionar o legislativo a favor da convocação do secretário de transportes. Além disso, convoca um protesto no vão livre do Masp, na avenida Paulista, na quinta-feira (3) às 17hs.
Estudantes têm promovido protestos em Salvador desde o aumento das passagens, de R$ 2,30 para R$ 2,50, que passou a valer no dia 2 de janeiro. Na chamada Revolta do Buzu 2011, eles pedem, entre outras coisas, a revogação do aumento da tarifa, o congelamento do valor anterior por dois anos e a melhoria do sistema de transporte coletivo da capital baiana. Na tarde desta sexta-feira (28) acontece mais uma ação da Revolta do Buzu 2011 em frente ao Plano Inclinado da Liberdade.
Haverá manifestação também em Vitória, às 17h em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, na avenida Américo Buaiz, 205. Em Recife, a manifestação foi iniciada às 13h desta sexta-feira, em frente ao atual Ginásio Pernambucano, na Rua do Hospício, Boa Vista.
Na Internet é realizado o tuitaço, marcando o Dia Nacional de Luta contra o Aumento das Passagens. Através da hashtag #contraoaumento, as pessoas manifestam sua insatisfação com os reajustes e unem-se em uma mobilização nacional.
Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN, dia 31/01/2011.
Assinar:
Postagens (Atom)